Memória e Aprendizagem

Tornou se recorrente escutar dos colegas professores e de alunos que já não conseguem memorizar como antes, esquecem o que leram com facilidade, que as vezes tem que ler inúmeras vezes o mesmo conteúdo para memorizar e posteriormente esquecem. Cada vez mais alunos falam do famoso “branco” na hora das provas e seminários. Será que todos nós desaprendemos como estudar, como armazenar conteúdos? Será que é o estressante mundo moderno?

Vamos lá… Não desaprendemos a estudar (o que é bom), mas estudamos menos tempo, hoje em dia temos inúmeras atividades que não tínhamos acesso 15 anos atrás… Conferir o whatsappe responder todos os grupos, olhar o Facebook e curtir as novidades, checar email e responder email. Essas são apenas algumas delas, AHH… ainda temos o Netflix com séries maravilhosas que tem que ser vistas caso contrário você pode morrer de ansiedade, que causa estresse e você esquecerá o que estudou. São muitas informações que nosso cérebro tem que processar e interpretar se elas são relevantes ou não para virar memória. Essa tarefa está cada dia mais complicada, ler apenas não é mais o bastante para gravar um conteúdo, temos que usar outras estratégias.

As sinapses de memória são muito parecidas com as outras, existem os neurotransmissores, a fenda sináptica, recepção de sinal no neurônio pós sináptica, mas elas tem uma sutil e importante diferença no neurônio pré sináptico, um outro neurônio que quando ativado se torna o start de memória, ele causará modificações na liberação dos neurotransmissores que por sua vez modificaram a membrana do neurônio pós sináptico e assim vocês terão um memória de longa duração. O grande desafio é: como ativar e se bendito neurônio? Olhem a figura a seguir…

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Relaxem… Isso já é bom para ativar a memória!

Falando dos tipos de memória temos a de curta duração que não modifica os neurônios, só trabalha com os neurotransmissores (usamos essa para decorar um número de telefone por exemplo, se isso ainda existe… Decorar telefone? Foi só um exemplo). Temos a memória de longa duração, que podemos resgatar e usar mesmo depois de meses ou até anos.

        O nosso grande desafio nos dias atuais é modificar nossos neurônios para que eles se  tornem armazenadores de memória de longa duração. Mas faço uma pergunta pra vocês: o que realmente é importante para memorizar? Pensando sempre no ambiente acadêmico. Antes de responder essa pergunta vou falar um tipo especial de memória, a memória para o trabalho, mesmo tipo de memória que usamos para andar de bicicleta, dirigir, comer sozinhos e por aí… A memória para o trabalho mobiliza a modificação dos neurônios, pois existe a interpretação do cérebro da necessidade de usar essa memória a todo momento.

 Vocês devem estar perguntando:

– como isso vai resolver meu problema? Eu já esqueci metade desse texto chato!

Vou responder agora em duas partes uma para os alunos e outro para os professores.

Para os alunos :

Vocês tem que ver nas disciplinas e conteúdos ministrados, como vocês vão usar esse conhecimento na atividade profissional e repetir, simular esse ambiente mesmo que na imaginação, assim vocês estarão vivendo o valor desse aprendizado quando estiverem atuando como profissionais. Caso vocês estejam perguntando como identificar esses conteúdos fundamentais, perguntem a pessoas formadas, visitem empresas, pesquisem,cobrem dos seus professores conteúdos aplicáveis e vocês verão como a memória vai melhorar.

Para os professores:

Leiam livros de ficção, vejam filmes, façam uma atividade física (recomendo andar de bicicleta, e adoro), sejam mais otimistas, organizem as finanças e sejam felizes… A memória vai melhorar naturalmente.

Abraço

Vasco Patú

CEO e Fundador

Iniciare Educação Criativa

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