Novas tecnologias e educação

victor 2

Meu filho mais velho tem 2 anos e 3 meses, ainda usa fralda, adora a pepeta (como ele chama a chupeta), não larga o gagau na mamadeira por nada nesse mundo! Um bebê normal, lindo demais (como todo pai coruja tem que achar). Victor nasceu em uma realidade completamente diferente da que eu nasci, ele é da geração conectada, os eletrônicos e a internet fazem parte da criação dele, assiste Netflix com seus desenhos favoritos sem uma hora marcada para os novos episódios… Para ver meu desenho favorito eu tinha que assistir o “Xou” da Xuxa e esperar o HE-MAN passar as 12h e 05 min. As reprises eram tantas, que decorei as lições de moral e cívica que o HE-MAN proferia no final dos episódios.

O mundo está se tornando assíncrono, sem horários pré-definidos, os escritórios das empresas estão virando home offices, os pontos dos funcionários estão sendo trocados por produtividade, o marketing de conteúdo é o futuro, a qualidade dos serviços e produtos é cada vez mais necessária para a sobrevivência das empresas. Todas essas mudanças tem uma relação direta com as novas tecnologias e como lidamos com elas.

Voltando para meu bebê… Victinho usa o YouTube para se divertir vendo o ABC,  a brincadeira de repetir o que os desenhos fazem o fez aprender o alfabeto, as sílabas, as vogais, os números e contar até 50 em português e inglês.

– Eita, ele é super dotado. Alguns podem pensar.

Eu digo que não, pois ele ainda quer pegar o cocô da fralda e algumas s vezes tenta até experimentar. O que quero mostrar é que brincando com uma ferramenta moderna ele aprendeu o que vão ensina-lo daqui a uns 2 anos escrevendo no quadro e pedindo para ele ligar os pontinhos para formar o A. Tudo esta mudando muito rápido e nós educadores não estamos acompanhando o processo. Não podemos repetir as mesmas táticas e práticas  de 30 anos atrás. A tecnologia deve ser incorporada ao ensino e obrigatoriamente fazer parte da aprendizagem, as redes sociais estão no nosso dia a dia e nada melhor para aprender do que com o cotidiano. Então vamos usar as redes sociais para ensinar.

Todos os níveis  educacionais precisam se adaptar e se estamos falando em adaptação significa dizer que já estamos  atrasados. O ensino imersivo e ativo é o futuro, centrado no aluno e não no professor. 

Os grandes pensadores da educação como Paulo Freire, Vygotisky,  Freinet, Piaget  não viram a revolução digital,  muito menos a pós-digital e o impacto positivo que elas causaram no mundo. Temos a obrigação de honrar as teorias revolucionárias deles incorporando seus conceitos ao mundo moderno e as novas tecnologias.  É a nossa missão…

Esse é o legado que temos que deixar para nossos filhos.

Grande abraço,

Vasco Patú

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *