Qual o seu objetivo de vida?

Sem dúvida, um dos maiores problemas que enfrentamos na Universidade é a falta de motivação. E não estou falando apenas dos alunos: professores e funcionários também se enquadram nesse mar de estagnação. Recentemente, refletindo sobre o assunto, encontrei algumas respostas que podem solucionar (em parte) esse problema.

“A principal causa de fracasso da maioria das pessoas é consequência da falta de um objetivo de vida definido, associado à ausência de metas claras e atingíveis, assim como a falta de um plano para desenvolvê-las.”

Assim começa o primeiro capítulo do livro “A Lei do Sucesso” (uma adaptação de ‘A Lei do Triunfo’, de Napoleon Hill), definindo o primeiro passo para triunfar em qualquer área que desejarmos. Após avaliar a trajetória de mais de 16 mil pessoas, Hill descobriu que 95% daquelas que não obtiveram um desempenho satisfatório na carreira não tinham claro o que queriam da vida.

Está evidente, então, como a falta de um objetivo final para o que desejamos na vida afeta diretamente nossa motivação em seguir em frente. Exemplos? Quantos colegas de faculdade que não queriam estar naquela sala de aula, naquele curso, você consegue identificar? Quantos professores realmente estão em sala de aula por vocação? O que faz um funcionário trabalhar de bem com a vida e outro só resmungar o tempo todo?

A resposta é clara: a falta de um propósito. Sem uma meta definida para a nossa vida, as coisas perdem o sentido. Estudamos no automático, trabalhamos para pagar contas, não construímos nada relevante. A ausência de objetivo nunca nos levará a ter sucesso em qualquer área que nos dispusermos a atuar. O autoconhecimento é essencial para que tenhamos um planejamento e um plano para executá-lo.

Segundo Hill, para ter um propósito definido, você precisa ter uma compreensão clara de 5 coisas: onde está, o que quer, quando o quer, por que o quer e como irá consegui-lo.

Não é difícil, portanto, identificar os melhores alunos. Não são aqueles com as melhores notas, necessariamente. São aqueles engajados e motivados com o aprendizado. E só se consegue engajamento com um objetivo determinado ao final dos anos de faculdade. Entender que o motivo de estar ali, naquele momento, é um esforço dissipado em prol de um bem maior.

Da mesma maneira, também não é difícil encontrar os professores que tentam mudar a maneira como as aulas acontecem. Estão motivados em prol de um objetivo maior, e cada vez mais perto: a revolução da educação. Só conseguiremos fazer a diferença com objetivos traçados e motivados. Sem isso, continuaremos “dissipando energia e dispersando pensamentos, caminhando em direção à indecisão, insegurança e fraqueza”.

Felipe Bravo

[Diretor de Criação]

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