E se Louis não tivesse ficado cego?

Filho de um Artesão, Louis feriu o olho esquerdo com uma das ferramentas do seu pai e a falta de devidos cuidados médicos fez o ferimento infeccionar e atingir o olho direito.  Aos 3 anos, estava cego.

O seu fim foi previsto por muitos: “passará a vida dependendo dos outros”. Seus pais não desistiram, não aceitaram que o destino do seu filho deveria ser tão obscuro. Lutaram por ele, sabiam que a educação o libertaria. Aos 10 anos foi aceito no Instituto Real de Jovens Cegos e aos 15, cria o próprio sistema de caracteres possibilitando que os cegos “enxergassem” através das pontas dos dedos.

Desacreditado inicialmente, por ser um adolescente cego, anos depois o mundo não teve escolha a não ser admitir sua genialidade.

Seus pais e o Louis poderiam ter se rendido a todas as limitações e impedimentos que eram muito mais fortes do que qualquer possibilidade de vitória. O jovem que passaria a vida dependendo dos outros, se preocupou com todos que estavam na mesma situação que ele e se dedicou para que nunca mais fossem subestimados.

Louis BRAILLE (1809-1852), escolheu se tornar atuante contra as limitações impostas  às pessoas com deficiência visual e mudou o mundo criando o código que possibilita que os cegos leiam, aprendam e se tornem indivíduos conscientes e capazes de coisas extraordinárias.

Daí eu me pergunto, e se Louis não tivesse ficado cego?

Fonte: http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2009/12/genios-desacreditados.html

Gabriela Patú

Professora e Gestora de Mídias Digitais

Iniciare Educação Criativa

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