Reaprenda a voar!

Já vimos por aqui que para um Marketing Pessoal digno, é muito importante que você seja consciente de quem é e para quê veio ao mundo. Tal consciência só é possível quando você tem uma boa comunicação intrapessoal, baseada em seus próprios pensamentos, ideias e reflexões.

Foi numa dessas incursões intrapessoais que lembrei quem eu era na infância, antes de me “ensinarem” como eu deveria ser. Audaciosa, segura, divertida. Certeza que não era a única a amarrar um pano no pescoço e achar que era o suficiente para voar. Essa criança extrovertida que insistia em ser independente, foi desaparecendo aos 20 e poucos. Aos 20 e tantos deixou de existir.

Insegurança, baixa autoestima, eram dois dentre vários motivos que me tornaram apática emocional e profissionalmente, o que tornava muito confortável culpar todo mundo, menos a mim mesma por tanta estagnação.  Eu não sabia o que tinha acontecido. Procurava não pensar nisso, para não me sentir ainda mais fracassada. Dizia não repetidamente aos desafios, pois tinha convicção que não era digna deles. Tudo mudou quando decidi dizer sim.

Foi o universo me dando uma oportunidade. A prova de fogo? Dar aulas, coisa que nunca havia feito na vida. Depois que aceitei a insegurança resolveu me cercar, mas dessa vez, o resgate de uma lembrança me defendeu: a total ausência do medo do ridículo que eu tinha quando criança. Encenava peças, dançava, cantava e a única coisa que importava para mim nesses momentos era a liberdade de poder ser. Olhares de reprovação? Eles não importavam apenas a delícia de estar sendo eu e sem moderação: audaciosa, segura e divertida.

A minha criança voltou e encarei mais de duzentos alunos já na primeira viagem. A sinceridade e autenticidade estavam de volta, não precisava mais de máscaras ou manipulações. Eu estava ali, fazendo o melhor possível para aprender tanto quanto pudesse ensinar. Nunca mais esqueci quem eu era e sei exatamente o que quero fazer pelo resto da minha vida. Transformar através da educação.

Provoco você a dizer a si mesmo se realmente sabe quem é e o que quer fazer da sua existência. Se tiver convicção da resposta e isso te der a certeza que você não vai desistir em hipótese alguma, você está no caminho certo. Se não, instigo você a voltar ao passado, quando você era capaz de qualquer coisa, até voar, bastava amarrar um pano no pescoço.

 

Gabriela Patú

Professora e Gestora de Mídias Sociais

Iniciare Educação Criativa

 

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