Se unir o bicho foge

“Babaca!”. Foi com esse infeliz adjetivo que rotulei alguém que nunca vi. Nossas opiniões políticas divergem e por isso me senti no direito de xingá-lo. O resultado foi que o desconhecido se defendeu devolvendo a agressão. Já estava digitando a tréplica quando me senti horrível.

Semana passada escrevi aqui sobre usar a palavra com sabedoria, leveza. Que não devemos levar nada para o lado pessoal, pois assim seríamos inabaláveis. Mesmo assim, sabendo de tudo isso, agredi gratuitamente uma pessoa. Fui impertinente, desnecessária.

Não precisa ser nenhum especialista para entender que os ânimos estão alterados e que essa situação que relatei tem acontecido frequentemente virtual e pessoalmente. Estamos tão desnorteados que esquecemos do básico, RESPEITO. Fui desrespeitosa. Como uma viciada, recaí na mediocridade e esqueci o tanto que evoluí nos últimos anos. Fui hipócrita. Assumir isso é ruim, mas eu mereço.

Me sinto envergonhada por esquecer que a regra de respeitar o outro deve ser aplicada principalmente nas diferenças mais violentas e por isso como uma adicta, “vou viver um dia de cada vez, aproveitando um momento de cada vez, aceitando as dificuldades como um caminho para paz”, assim como na Oração da Serenidade.

Todo os dias serão dezenas de publicações e opiniões contrárias de autores com histórias de vida que devem ser consideradas com empatia. A culpa não é de quem colocou, ou de quem quer tirar quem está no poder. A culpa é de quem traiu a confiança dos eleitores, a culpa é dos corruptos. Os hediondos são eles e que sejam julgados e condenados, não importa de que lado estão.

Não podemos brigar entre nós, temos que entender que se lutarmos contra a hegemonia dos valores desvirtuados juntos, seremos imbatíveis. O poder é todo nosso. Somos a maioria, somos o Brasil.

Gabriela Patú

Professora e Gestora de Conteúdo em Mídias Digitais

Iniciare Educação Criativa

 

 

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