Por menos gabarito e mais empatia!

Foram vários. Trinta e três, dez, dois, um. A vítima, que infelizmente não foi única, são várias que a cada minuto no mundo todo são abusadas, violentadas, assassinadas.

Penso nesses rapazes, homens que cometem esse tipo de barbárie. Serão todos psicopatas, sem vida social, sem amigos, sem famílias, sem mães, sem escola? Cresceram todos sem amor, atenção, cuidados? Em seu total também sofreram abusos e por isso projetam seu ódio nas mulheres, mais fáceis de imobilizar?

Já passou da hora desse tipo de assunto virar comum em sala de aula. Que desde o início da educação haja uma matéria fixa baseada na EMPATIA, com a qual meninos aprendam de uma vez por todas a se colocar no lugar das meninas, para que se esforcem em sentir o que elas sentem quando são assediadas, tocadas sem consentimento, sem cuidado. Para que meninas entendam o que significa SORORIDADE: aliança entre mulheres para conquista de direitos e mais respeito.

Estamos formando seres cada vez menos humanizados. Vamos de uma vez por todas parar de focar as atenções apenas em gabaritos. Precisamos falar sobre violência e tratamento digno às mulheres e seus direitos em manifestarem suas personalidades.

Errei como instrutora, tive diversas oportunidades de conversar sobre tabus como o machismo. Foquei em avaliações, em assuntos que meus alunos talvez nunca precisem relembrar. Talvez não adiantasse de absolutamente nada, mas eu deveria ter ao menos tentado.

A Iniciare precisou ser criada para que eu começasse a me redimir. Podemos sim  e vamos começar uma revolução, onde as salas de aula se transformem em ambientes onde além do aprendizado possamos civilizar com atenção principalmente aos que não têm interesse nenhum nisso, são esses que precisam mais.

Estou certa que não sou a única, que mais professores compreendem que a mudança precisa começar agora, para que possamos influenciar ainda mais positivamente quem comandará o futuro.

O professor é a personificação da educação, que é a arma mais nobre que temos para que um ciclo de compreensão e atenção às mulheres, ao próximo seja difundido e não podemos desperdiçá-la. Não vamos desperdiçá-la!

Gabriela Patú

Professora e Gestora de Mídias

Iniciare Educação Criativa

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